O clássico mochilão pela Bolívia e Peru para conhecer, dentre outras atrações, Cusco, Machu Picchu e o Salar de Uyuni

Igor Assanti escreve seus posts no formato de “cartas” para mim. Ele conta suas aventuras e perrengues, e dá várias dicas legais. Esse post é um compilado de suas cartas sobre o mochilão Bolívia-Peru. Com vocês, ele!

Daniel Conceição

Faaaaala Daniboyyyyy!!! Eu sei que você gosta de ler minhas longas resenhas mas essa será curta e objetiva. Então cara, como você olha roteiros de viagem antes de viajar (eu também olho vários para me planejar), resolvi postar aqui o roteiro da viagem que fiz para Bolívia e Peru.

Na verdade, o roteiro mudou durante a viagem, vou postar o original e o que realmente fizemos. Gostei da experiência de deixar esse espaço para possíveis mudanças.

O roteiro original era:

Rio de Janeiro – Santa Cruz de la Sierra – Villa Tunari – Cochabamba – La Paz – Copacabana – Puno – Cusco – Aguas Calientes – Machu Picchu – Cusco – Puno – La Paz – Uyuni – Salar de Uyuni – Sucre – Santa Cruz de La Sierra – Rio de Janeiro.

O roteiro realizado foi:

Rio de Janeiro – Santa Cruz de la Sierra – Sucre – Potosí – Uyuni – Salar de Uyuni – La Paz – Copacabana – Puno – Cusco – Aguas Calientes – Machu Picchu – Cusco – Puno – La Paz – Rio de Janeiro.

No detalhe:

  1. Rio de Janeiro / Santa Cruz de la Sierra / Sucre. Transportes: avião no 1º trecho e ônibus no 2º
  2. Sucre
  3. Sucre / Potosí / Uyuni. Transporte: ônibus
  4. Uyuni / Salar de Uyuni / La Paz. Transporte: ônibus
  5. La Paz
  6. La Paz
  7. La Paz / Copacabana
  8. Copacabana
  9. Copacabana / Puno / Cusco Transporte: ônibus
  10. Cusco
  11. Cusco / Aguas Calientes / Machu Picchu / Cusco. Transporte: Trem
  12. Cusco / Puno. Transporte: ônibus
  13. Puno / La Paz. Transporte: ônibus
  14. La Paz
  15. La Paz
  16. La Paz / São Paulo / Rio de Janeiro. Transporte: avião no 1º trecho e ônibus no 2º

O que é indispensável nessa viagem?

Protetor solar, óculos escuros, remédios estomacais (a higiene da comida de lá não é boa) e todos os demais itens que você já está cansado de levar em outras viagens…

Daniboy, meu caro, eu sei que você sempre pergunta:

Quanto tempo ficar em cada cidade?

Segue a humilde opinião:

  • Santa Cruz de La Sierra – 1 dia está de bom tamanho, fui de passagem.
  • Sucre – 1 dia inteiro está bom. Fiquei 1 dia e meio.
  • Potosí – 1 dia. Fui de passagem pois os passeios de lá não me enchiam os olhos.
  • Uyuni – De 1 a 2 dias.
  • La Paz – De 3 a 4 dias.
  • Copacabana – 1 dia a 1 dia e meio.
  • Puno – 1 dia. Fui de passagem pelo mesmo motivo de Potosí.
  • Cusco – 3 dias, se você gosta de sair a noite, 4 dias.
  • Águas Calientes – 1 dia está ótimo.
  • Machu Picchu – 1 dia (se não for fazer a trilha inca).

Quanto custou essa trip?

Meu amigo, muita gente tem me enviado essa pergunta por e-mail. Na verdade, a resposta é bem relativa e depende um monte de fatores.

Mas Igor, só para eu ter uma noção! Por favor, me fala mais ou menos!

Tudo bem Daniboy, você não tem merecido minha atenção mas eu falo… Só para você não dizer que engenheiro não faz conta aproximada (piada interna, esse puto me zoa dizendo que não sei fazer contas aproximadas, tipo aquelas que as pessoas normais fazem em papel de pão. A zoação vai mais além disso, mas um dia eu conto)! Vou escrever esse post antes de terminar de escrever os posts da trip, para você ficar feliz. 

Pontos relativos:

  1. Tudo depende muito dos tipos de passeios que você gosta de fazer e do conforto que você preza;
  2. Eu fui em 2014, com o dólar a R$ 2,35.
  3. Na Bolívia trocávamos 1 real por cerca de 2,6 bolivianos;
  4. No Peru o câmbio já era quase 1 para 1. Trocávamos 1 real por 1,05 soles.
  5. Fiz tudo na hora, o que não quer dizer que foi mais caro. Não na Bolívia e no Peru. Como eu já disse em outros posts. 

Quanto custa uma vigem para a Bolívia?

1- A Bolívia é o país mais barato da América do Sul (talvez das Américas). Certamente viajar para lá será mais barato que viajar pelo Brasil;

2- Eu fui com a minha namorada, fomos despreocupados. Vimos tudo na hora, por lá mesmo. Claro, tínhamos um máximo pra gastar, mas fizemos todos os passeios que queríamos fazer… Somos o tipo de pessoa que não economiza nos passeios. Preferimos economizar no hotel, dependendo de onde for e até na comida/bebida (a não ser que a boa do lugar seja beber e comer);

3- A comida de lá é muito barata (e muitas vezes ruim). Quando eu fui, escolhia os restaurantes que me pareciam ser mais limpos para diminuir o risco de caganeira kkk… Pagávamos de 30 a 50 bolivianos em um bom prato de comida (nem tão bom assim) e 12 a 20 bolivianos na bebida. O café da manhã custava 10 bolivianos (não me canso de falar, são os R$ 3,85 mais bem pagos, o café vale mais a pena que as demais refeições);

4- Para nos hospedarmos, pagávamos cerca de 120 a 180 bolivianos em um quarto de casal (convertendo dava cerca de R$ 45 a 70 a diária do casal). Nada de muito luxo, escolhemos apenas lugares que parecessem limpos e tivessem banheiros privativos. Tem mais barato, mas foi a nossa escolha…

5- As passagens:

– As passagens de ônibus interestaduais são baratas, para se ter uma ideia, fomos de Uyuni para La paz (é longe: 541 km em mais de 9 h) por 120 bolivianos, cerca de R$ 45;

– Os táxis são extremamente baratos, pagamos no máximo 10 bolivianos (porque demos gorjeta);- O avião é caro como na maior parte dos lugares. Aí não dá para eu dar uma estimativa, isso talvez seja mais fácil você mesmo buscar…

6- Os bons passeios: Fomos com o intuito de fazer passeios mais pela natureza (que é o forte na Bolívia). Ponha como estimativa que você vai gastar uns 100 a 300 bolivianos por passeio. Vai depender da sua capacidade de pechinchar e do passeio.

Quanto custa uma vigem para o Peru?

1- O Peru é um pouco mais caro que a Bolívia. O câmbio é quase 1 para 1;

2- Só fizemos passeio para Machu Picchu e Águas Calientes; Machu Picchu foi 100 dólares/pessoa (R$ 235) com guia e transporte de ida e volta até o trem. Caro para os meus padrões de vida, mas acho que valeu a pena. Foi bem interessante contratar a guia, que era historiadora e gente finíssima. Em Águas Calientes, só comemos por lá. Pechinche! Pechinche muito…

3- Com relação a hospedagem, não tenho muitos parâmetros, pois dormimos apenas em Cusco e na rodoviária de Puno (longa história…). Ficamos em um hostel em Cusco que custou 80 soles (R$ 76) e no hotel da rodoviária (não anotei quanto gastei, mas foi por aí);

4- A comida tem preços variados. Comemos em um restaurante maneiro na Plaza de las Armas por 45 soles/pessoa (R$ 43). Mas comemos em lugares mais simples também por R$ 30/pessoa. O café da manhã é mais barato, só não lembro quanto kkk….

5- As passagens:

– As passagens ônibus interestaduais são baratas também, para se ter uma ideia, fomos de Copacabana para Cusco (é longe: 530 km em 8 h) por 160 bolivianos (pagamos em bolivianos), cerca de R$ 60;

– Os táxis são parecidos com o preço do Rio de Janeiro, mas depende da sua capacidade de pechinchar. Pagamos 20 soles da rodoviária até a Plaza de las Armas;

Dicas e curiosidades gerais

Meu camarada, com relação ao transporte, tudo é negociável! Aliás, nesses países TUDO é negociável (se deixar, até a mãe!). Nos meus posts vou colocar os valores que gastei nas passagens. Nos taxis não existem taxímetros e nem uma tabela padrão, é tudo negociável. Por exemplo, em Cusco conseguimos baixar o preço de um taxi da Plaza de Las Armas ao terminal rodoviário de 100 para 25 soles!

Nas empresas de ônibus, os preços também são negociáveis, principalmente no Peru! Pesquise, você vai estar na rodoviária e diversas empresas vão fazer o mesmo trajeto! Falando nisso, você tem que pagar uma taxa de embarque, ela é pequena (no máximo 2 soles no Peru e 3 bolivianos na Bolívia) mas é importante você sempre ter uns soles ou bolivianos, nada de ir zerado!

Para viajar de avião, você também paga uma taxa de embarque nos aeroportos e ela não está inclusa quando você compra pela internet (só está inclusa a taxa que vai para o governo, a do aeroporto não). Essa taxa varia de acordo com a distância. Na Bolívia eu paguei 25 dólares de La Paz para o Rio (era a taxa máxima), porém todo ano tem reajuste…

Como eu já comentei antes, sempre ande com alguns soles ou bolivianos meu caro amigo, nada de andar duro! Eles valorizam muito mais a moedinha que você detesta carregar… Os banheiros públicos também são pagos. É baratinho (1 sol ou 1 boliviano), porém, pagos…

Cara, nesses dois lugares é muito importante você escolher bem aonde vai comer, a higiene dos lugares não é muito boa. Any e eu passamos muito mal por conta de comida e estávamos escolhendo a dedo os restaurantes. Quando encontrávamos um bom lugar, ficávamos comendo lá o tempo todo rs… Passar mal em viagem é muito ruim! Como nós pesquisamos e já sabíamos disso, levamos em nossa caixinha de medicamentos muito Floratil, Emosec, Sonrisal e Eparema! Lembre de consultar sempre seu médico antes de viajar!

Bicho, na Bolívia parece ser proibido ter bons ônibus! Nenhum tem banheiro! Muito ruim o negócio! O bom é que ele faz algumas paradas durante o trajeto e, se você tiver muito apertado, é só pedir ao motorista para dar uma paradinha. Porém, a beleza desse país faz valer a viagem de ônibus!

Com relação ao câmbio, quando fomos, valia mais a pena levar dólar. Por exemplo, aqui trocávamos entre 2,4 e 2,5 reais por 1 dólar. Na Bolívia trocávamos 1 real por valores entre 2,5 e 2,65 bolivianos, já o dolar trocaríamos por algo entre 6,95 e 7,05 bolivianos (convertendo, nosso real passaria a valer 2,8 bolivianos e não 2,5/2,65)!

No Peru trocamos 1 real por valores entre 1,03 e 1,05 soles, já o dólar trocaríamos por valores entre 2,83 a 2,95 soles (convertendo, nosso real passaria a valer 1,15 soles e não 1,04). Porém, esse lance de câmbio é muito relativo e varia muito! Pesquise antes de viajar, vale a pena. Os melhores câmbios que pegamos foram nos grandes centros. Na fronteira e aeroporto o câmbio é horrível, se você não tiver o dinheiro local, troque apenas o necessário para passar no máximo 1 dia e safar a onça. Existem diversas casas de câmbio nos grandes centros e geralmente elas ficam bem próximas, logo, vale a pena dar uma rodadinha nelas e fazer o melhor câmbio possível. Negocie! Como já disse, nesses dois países tudo é negociável!

Os dois países são muito bonitos! Quando você for, tente conversar com a população local, tanto os bolivianos quanto os peruanos são muito receptivos e dão diversas dicas.

Conclusão

Você pode fazer as contas, nem sai tãaaaooo caro assim… Tudo bem que estamos em crise mas tenho fé que logo sairemos dela! Força e fé!

Daniboy, nunca se esqueça, principalmente você que é um homem viajado, na foto nunca fica tão bonito quanto pessoalmente, e as coisas podem ser muito melhores ou piores do que você imagina!

Pare de imaginar, saia de casa, tire a bunda do computador, conheça esse mundão, conheça pessoas diferentes, faça novas amizades e vá ver pessoalmente! Depois me conta que eu quero ouvir! Afinal, de que valem as palavras e ideias que não podem ser compartilhadas?

Do seu grande amigo Igor Assanti

A chegada na Bolívia: Santa Cruz de la Sierra

Faaaaaaaaaaaaaaaaaalaaaaaaaaaaaa Daniboyyyy!!! Cara, hoje vou expor um pouco da minha visão sobre Santa Cruz de la Sierra. Bichão, fiquei lá menos de um dia, pois havia pesquisado que não havia muita coisa para fazer nessa cidade.

Santa Cruz de la Sierra é a principal porta de entrada dos brasileiros na Bolívia e um dos principais centros comerciais desse simpático país. A maior parte dos voos que vão à Bolívia ou saem dela passam por Santa Cruz. Se você for para lá de ônibus, provavelmente passará por ela e se resolver pegar o Trem da Morte em Puerto Suárez, Santa Cruz de la Sierra será o ponto final.

Meu irmão, eu não quis encarar o Trem da Morte devido ao tempo que perderia de viagem (no mínimo dois dias, são 19 horas dentro de um trem, mais deslocamento em ônibus, taxi etc) e acabei indo de avião mesmo. Peguei um classe econômica, 8 horas e meia de viagem saindo do Rio com 3 escalas, não curti muito encarar o sobe e desce mas valeu! Rolou um lance engraçado, na última escala (Asunción – Santa Cruz de La Sierra), depois de tanta compressão e descompressão, os meus gases interiores começaram a pedir para sair kkkkkkkkkkkkk… Subiu um gordo gigante no avião e sentou ao meu lado, o cara fazia altas caras e bocas, depois ficava me olhando de cara feia! kkk… Seria mais engraçado se não fosse trágico kkk…

Chegando em Santa Cruz, decidimos trocar a grana, pegar um taxi e partir direto para a rodoviária (melhor coisa que fizemos). Mermão, o câmbio estava horrível e trocamos 1 real para 2,5 bolivianos (foi o segundo pior câmbio que pegamos). O taxi nos custou 60 bolivianos (choramos, o taxista havia pedido 80). Não se preocupe se demorar! A rodoviária fica a 35 km do Aeroporto Viru-Viru e os carros parecem não passar de 60 km/h sei lá porquê…

Na rodoviária, recebemos a informação que não havia como chegar a Cochabamba e ir à Vila Tunari pois havia um bloqueio na estrada (a chuva devastou parte da cidade). Fomos forçados a alterar o nosso roteiro, logo, resolvemos cortar Cochabamba e seguir direto para Sucre. A passagem de ônibus até Sucre nos custou 60 bolivianos.

Meu querido amigo, meu conselho é que passe no máximo um dia mesmo nessa cidade, ela é feia, há muitas pessoas estranhas que ficam te encarando por você ser turista, é suja e há pouco o que fazer… Inclusive, de tão suja que é a cidade, resolvemos comer apenas as guloseimas que havíamos levado nesse dia. E eu estou acostumado a comer comida de obra, não sou de frescura!

Daniboy, lembre-se sempre, na foto nunca fica tão bonito quanto pessoalmente, e as coisas podem ser muito melhores ou piores do que você imagina (ou mesmo iguais hahaha…)! Pare de imaginar, saia de casa, tire a bunda do computador e vá ver pessoalmente! Depois me conta que eu quero ouvir!

Do seu amigo Igor Assanti

Sucre, a outra capital boliviana

Faaaaaaaaaaaaaaaaaaalaaaaaaaaaaaaaaa Daniboooyyyy!!! Cara, depois de passar por Santa Cruz de la Sierra, fui para Sucre. Ela fica 2800m acima do nível do mar, é a capital constitucional da Bolívia, cheia de construções históricas dos séculos XVIII e XIX e foi considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 91.

Particularmente, gostei de Sucre! A cidade é limpa, todos os prédios do centro são pintados de branco duas vezes ao ano e é cheia de monumentos, museus, restaurantes, bares, hostels, hotéis etc. Apesar de ter gostado da cidade, não curto muito ficar vendo monumento o dia todo, não é exatamente o tipo de turismo que eu gosto de fazer por muito tempo, logo, indico ficar um dia em Sucre.

Lá, conhecemos a praça principal, que é muito bonita, várias igrejas da época da colonização, a prefeitura (que tem uma fachada linda) e andamos bastante pela cidade, mas o que mais gostei foi conhecer o mercado popular! Ele é dividido em vários boxes onde os comerciantes vendem seus produtos, além disso, é setorizado e organizado! Tomamos um belo suco de frutas nesse mercado, onde conheci o suco de tuna, uma fruta nativa da Bolívia, além disso, tinha uma salada de frutas que me parecia ser muito boa (não comemos porque havíamos acabado de tomar café)!

Chegamos em Sucre por volta de 10:30 da manhã, pegamos um taxi que custou 10 bolivianos e nos hospedamos no Gran Hotel! Ele fica no centro da cidade, tem preço justo (180 bolivianos o quarto de casal por noite), é bem aconchegante, limpo, tinha comida boa e ainda tem um dono Argentino gosta de futebol… Existem vários hotéis e hostels legais por lá, vale a pena dar uma conferida. O câmbio estava de 1 real para valores entre 2,5 e 2,6 bolivianos, como eu sempre digo, a boa é dar uma pesquisada e uma chorada porque eles melhoram e você não vai gastar muito tempo com isso!

Meu irmão, quanto à comida, comi a melhor comida da viagem em Sucre! Apesar disso, não é tão boa assim kkk… É bem apimentada, eles comem bastante pollo (frango) e papas fritas (batatas fritas), você vai enjoar de comer isso!! kkk… O hotel que ficamos oferecia bons pratos por cerca de 30 bolivianos, e o café da manhã justo por 10 bolivianos (um chá ou café, um suco de fruta grande, dois pães bons e grandes com geleia ou manteiga). Aliás, o café da manhã era a única comida que não me dava medo, que eu comia com gosto!!

Fui num restaurante chamado El Solar, como sempre, o preço era justo, me parecia ser o melhor restaurante local. Comemos lasanha de vegetais e macarrão à bolonhesa para não ter caô de começar passando mal, mas dessa vez não teve caô, a comida era boa mesmo, papo de ficar empanzinado e querer repetir! O prato custava cerca de 40 bolivianos. A cerveja local, a Sureña, bebi al tiempo (ao tempo, ou seja, quente na ocasião), não foi das piores e nem das melhores…

Saímos de Sucre 12:30 do terceiro dia de viagem, como não havia passagens direto para Uyuni, decidimos pegar o busão para Potosí. Nos custou 20 bolivianos.

Daniboy, lembre-se sempre, na foto nunca fica tão bonito quanto pessoalmente, e as coisas podem ser muito melhores ou piores do que você imagina (ou mesmo até iguais hahaha…)! Pare de imaginar, saia de casa, tire a bunda do computador e vá ver pessoalmente! Depois me conta que eu quero ouvir!

Do seu amigo Igor Assanti

Potosí – uma das cidades mais altas do mundo!

Faaaaaaaaaaaaaaaaaaaalaaaaaaaaaaaaaaaa Daniboooyyyyy!!! Que saudade de escrever para você cara! Hoje vou falar sobre uma das cidades mais altas do Mundo*!

Após conhecer a simpática cidade de Sucre, fomos para Potosí. Lá é alto mesmo cara!!! A cidade está a incríveis 4000 metros acima do nível do mar! Para você ter uma pequena noção, o Pico da Neblina (o mais alto do Brasil) fica a 2994 metros do nível do mar.

A principal atração de Potosí são as antigas minas de prata, o turismo de lá gira em torno disso. A meu ver, a cidade lembra muito as favelas do Rio de Janeiro. Como eu estava doido para conhecer o famoso deserto de sal e com má impressão da cidade de Potosí, resolvi não parar por lá. Apesar de ter ficado na cidade por apenas algumas horas, deu para tirar algumas impressões e pegar algumas dicas.

Nós chegamos às 14:30, ou seja, em condições normais são 2 horas de ônibus de Sucre para Potosí. A estrada é bonita, tiramos algumas fotos para você apreciar… Os primeiros passos que eu dei na cidade foram pesadíssimos!!! Essa parada de altitude não é brincadeira não… Andar cansa, ainda mais de mochila.

Uma coisa MUITO IMPORTANTE! Existem duas rodoviárias em Potosí. A nova e a antiga… É na antiga que pegamos o ônibus para Uyuni. Nós havíamos desembarcado na rodoviária “nova”. Ou seja, nos informamos na hora e fomos pegar um taxi para a rodoviária antiga, ele custou 7 bolivianos por pessoa. Não se espante se o taxi pegar outras pessoas no caminho, isso é normal. Os taxis de lá lembram muito as vans do Rio de Janeiro, a diferença é que você vai precisar negociar o preço.

Muito bom voltar a escrever no seu espaço (que virou nosso)! Farei isso com mais frequência! Lembre-se sempre de sair da frente do computador e conferir com seus próprios olhos! Grande abraço meu camarada!

Do seu amigo, Igor Assanti

* Potosí é a segunda cidade mais alta do mundo com mais de 100 mil habitantes. Está atrás somente de El Alto, pertencente à Grande La Paz, também na Bolívia, com 4150 m.

Salar de Uyuni, o maior deserto salgado da Terra!

Faaaaaaaallllaaaaaaaaaa Danibooooyy!!! Camarada, vou separar esse post em tópicos para não ficar uma leitura cansativa.

Meu nobre amigo, hoje eu preciso relatar minha passagem pela cidade de Uyuni! Essa cidade abriga nada mais nada menos do que o Salar de Uyuni, o famoso deserto de sal. Além do Salar, ela também abriga um cemitério de trens.

A cidade fica a 3665 metros acima do nível do mar e o Salar de Uyuni é o maior deserto salgado da face da Terra! Lá, bebi cerveja gelada, comi pela primeira vez carne de lhama e tomei o tão famoso chá de coca, isso mesmo, chá de coca! Mas ele não te faz mal e não te deixa “doidão”, fique tranquilo…

Estrada de Potosí para Uyuni

Como demonstra a foto, de ônibus a estrada de Potosí para Uyuni é belíssima. Apesar disso, a nossa chegada não foi lá das mais amigáveis. Foi um dos maiores perrengues que eu passei nas terras altas da América do Sul (houve alguns maiores).

Não faço ideia da hora, porém já estava escuro e o ônibus estava parado em um engarrafamento que não parecia ter fim. Me perguntei: “Não basta no Rio de Janeiro?!”.  Até que o motorista se levanta, sai do ônibus e volta falando que havia um bloqueio na estrada. Olho pela janela e volto a pensar comigo: “PQP! A cidade nem está aparecendo na linha de visão”. O jeito foi descer do busum com a galera e ir andando. SIM, andando…

Véio, andamos, andamos, andamos pra cacildes na altitude e com mochila nas costas… Aí quando achamos que estávamos chegando, chegamos no bloqueio (era um protesto, vários carros pararam a rodovia de acesso à cidade). Depois disso, andamos mais um pouco naquela cena de Walking Dead, aonde via-se apenas carro parado e deserto escuro… Quando chegamos na cidade, andamos… Aí, depois que todos já haviam pego os respectivos taxis, nós conseguimos um!!

Depois disso tudo fiquei sabendo que os bloqueios em estradas são normais na Bolívia. A galera lá briga legal pelos direitos…

Hospedagem

Passamos um “perrenguinho” para achar um hostel que nos abrigasse, mas conseguimos! Pagamos 130 bolivianos num quarto de casal. Chegamos no quarto, tomamos aquele banho, deitamos na cama e Morfeu nos abraçou em um milésimo de segundo (talvez menos…).

O Santo Graal da comida boliviana

Eu acho que já disse isso, porém a parte do dia que eu mais sentia fome e comia sem medo de passar mal, como se não houvesse amanhã, era no café da manhã! Ressalto, coma muito no café da manhã (grifei!) pois as outras refeições bolivianas podem te fazer precisar de remédios estomacais (no português claro, no mínimo, você terá uma caganeira). A comida de lá é tensa…  Nesse café da manhã vem ovos, café ou chá, pão com manteiga ou geleia e um suco natural.

O chá de coca

O gosto é bem parecido com o do chá verde. Particularmente, gostei muito. Na Bolívia, é comum as pessoas mascarem a folha da coca e tomarem chá também. Dizem por lá que a folha é extremamente nutritiva e contém efeitos medicinais. Ela alivia o famoso “mal de altura“, tem efeito analgésico, além disso, alivia a sensação de fome. Para um povo sofrido como o da Bolívia, isso é importantíssimo.

Infelizmente, o homem criou uma tal droga chamada cocaína e isso fez com que muitos governos proibissem o cultivo dessa planta.

A cidade de Uyuni

A cidade é totalmente turística, tem vários restaurantes e bares e eu gostei bastante. Dava para ter ficado mais um dia para curtir os bares mas preferimos ficar um só.

Outra coisa que curti foi que uma semana antes, a cidade recebeu o Dakar Bolívia e então estava toda enfeitada ainda. Como fomos após o Dakar, as coisas diminuíram bastante de preço. Encontramos uma galera em La Paz que foi na época do rally e ficou meio puta, pois os preços estavam um absurdo e eles não viram nada do rally.

Preparativos para ir ao Salar de Uyuni

Nos informamos que os carros saíam entre 10:00 e 10:30 da manhã para o Salar. Como já estávamos cansados de saber que na Bolívia tudo funciona na base da pechincha, visitamos 5 casas de turismo. Fique tranquilo Daniboy, eu sei que você não gosta de andar, mas as casas de turismo são muito próximas umas das outras, algumas coladas parede com parede. Conseguimos baixar o preço do passeio de 200 bolivianos/pessoa para 100 bolivianos/pessoa. Mermão, nenhum investimento da bolsa gera 100% de lucro e os caras tentam meter essa! No nosso caso, foi 50% de desconto!

Há dois tipos de passeio. Um você fica o dia todo no Salar, conhece o museu do Sal, o cemitério dos trens etc. No outro você faz esse mesmo passeio, porém, conhece algumas coisas a mais e vai até o Deserto do Atacama (Chile). Nós optamos pelo passeio de um dia, preferimos deixar o Chile para uma próxima vez.

Leve óculos escuro com proteção UV boa !! O sal do deserto reflete o Sol e fica tenso de abrir os olhos sem óculos.

O legal foi que íamos sair da cidade naquele mesmo dia e a agência de turismo guardou nossas mochilas, não precisamos pagar mais um dia de hospedagem :-). É uma prática comum nas agências, não foi específico da que nós contratamos…

O Salar de Uyuni

Os carros que te levam são 4×4 mas não espere um hiper rally emocionante, eles andam bem devagar… Foi minha decepção, aliás, fomos uma semana após o Rally Dakar da Bolívia. Poderiam ter pego alguma inspiração…

Você tem que conhecer esse lugar cara!!! Não vou falar muito, veja as fotos! Nós demos a sorte de pegar época de chuva e olha no que deu… Por um acaso, a Any (minha namorada) já havia ido ao Salar com o meu cunhado e pegou o deserto seco. Veja só a diferença!

O cemitério dos trens

O cemitério é bonito, você fica lá tirando umas fotos, o guia te fala a história… Curti o preparativo pro Dakar.

A carne de lhama

Quando saímos do Salar fomos jantar e encontramos um lugar que servia carne de lhama. Ora, tá na chuva é para se molhar, jantamos lá! Só que dessa vez a carne estava mal feita, parecia chiclete… Comi novamente em La Paz para tentar desmistificar. Quando falar de La paz, digo o que achei.

A cerveja mais gostosa da Bolívia

Bebi minha segunda cerveja em Uyuni, enquanto esperava a carne de lhama. Eu, futuro mestre cevejeiro, elegi a Potosína a cerveja mais gostosa de todas que provei na Bolívia. Como a cidade é turística e recebe muitos brasileiros, eles serviam cerveja gelada!

Preparativos de Uyuni para La Paz

Compramos as passagens de ônibus para La Paz por 120 bolivianos. Foi o melhor ônibus que pegamos na Bolívia mas não havia banheiro… Pegamos o ônibus às 20 horas. A viagem demorou cerca de 15 horas e dormimos boa parte dela.

Meu amigo, como sempre digo, tire a bundinha do computador e vá viajar!!! Conheça esse mundão e faça uma bela resenha naquele barzinho que sempre nos encontramos e aqui no blog!

Do seu grande amigo, Igor Assanti

17 comments

  1. Legal seu post!
    Ano passado eu tive a oportunidade de fazer a Trilha Inka, foi massa! A viagem me deixou forte lembranças. Esse ano consegui emendar folga junto ao feriado de Tiradentes, consegui passagem a um bom preço e fui para o Deserto do Atacama, de lá fechei o tour de 4 dias no Salar de Uyni, conheci toda a região da Bolivia, mas o passeio termina em Potossí, depois a 4×4 volta com a gente para o Atacama.

    No próximo ano quero voltar a Bolivia e depois espero subir até o Equador.

    1. Faaaala Vinícius!

      Nós pensamos em ir até o Equador também mas não ia dar tempo e a grana estava curta … No próximo post vou escrever sobre La Paz. Fica atentento, lá tem bastante coisa para fazer!

      Abraços!

  2. Oi Igor, por acaso tens uma relação de quanto gastou na tua viagem? Estou planejando ir em março e gostaria de ter uma noção de gastos. Fico no aguardo. Obrigada

      1. Faaaala Tiago ! Tudo bem ?

        Primeiramente gostaria de lhe agradecer por acessar o Blog.

        Então cara, muita gente tem me enviado essa pergunta por e-mail. Essa questão é um pouco relativa. Vou escrever um post mais detalhado sobre isso no Blog. Afinal, vós do povo é a vós de Deus ! Fique atento…. Para adiantar, seguem algumas informações para você ter uma base.

        Pontos relativos:

        1) Tudo depende muito dos tipos de passeios que você gosta de fazer e do conforto que você preza etc.

        2) Eu fui com o dólar a R$2,35 em 2014 e trocávamos 1 real por cerca de 2,6 bolivianos.

        Informações que eu posso dar sobre a Bolívia:

        1) A Bolívia é o país mais barato da América do Sul (Talvez das Américas), certamente viajar para lá será mais barato que viajar pelo Brasil.

        2) Eu fui com a minha namorada, fomos despreocupados. Vimos tudo na hora, por lá mesmo. Claro, tínhamos um máximo, fizemos todos os passeios que queríamos fazer… Somos o tipo de pessoa que não economiza nos passeios, preferimos economizar no hotel, dependendo de onde for, até na comida/bebida (a não ser que a boa do lugar seja beber e comer).

        3) A comida de lá é muito barata (e muitas vezes ruim). Quando eu fui, escolhia os restaurantes que me pareciam ser mais limpos para diminuir o risco de caganeira kkk… Pagávamos de 30 a 50 Bolivianos em um bom prato com bebida(12 a 20 reais);

        4) Para nos hospedar nós pagávamos cerca de 120 a 180 bolivianos em um quarto de casal (convertendo dava cerca de R$45 a R$70 a diária do casal). Nada de muito luxo, escolhemos apenas lugares que parecessem limpos e tivessem banheiros privativos;

        5) As Passagens:

        – As passagens ônibus são baratas também, para ter uma ideia fomos de Uyuni para La paz por 120 Bolivianos, cerca de R$45 .

        – Os táxis são extremamente baratos, pagamos no máximo 10 bolivianos (porque demos gorjeta);

        – O Avião é caro como em todo lugar. Aí não dá para eu dar uma estimativa, isso talvez seja mais fácil de você buscar…

        6) Os bons passeios:

        – Gostamos de passeios mais pela natureza e esportes em um geral. Ponha como estimativa que você vai gastar uns 100 a 300 bolivianos por passeio, vai depender da sua capacidade de pechinchar.

        Informações que eu posso dar sobre a Peru:

        1) Sobre o Peru vou ter que responder melhor depois pois tenho que vasculhar as minhas coisas… Lá é mais caro que a Bolívia, não é tão mais caro mas é… Falo melhor no futuro post.

        Valeu pelo acesso !

        Abraços,
        Igor Assanti

    1. Eu peguei vôo da TAM para Santa Cruz. Porém, depois descobri que os vôos da BOA são mais baratos. Na volta, comprei a passagem em La Paz da Boa. Aí comprei passagem para 9 ou 10 dias depois(mais barato) e fui visitar Copacabana, Puno, Cusco, aguas calientes e Machu Pichu. Cuidado com a taxa do Aeroporto na Bolívia, elas são pagas apenas em dinheiro. Eu tenho o preço anotado em algum lugar, vou ver e passo depois… Segunda vou comentar sobre Potosi. Potosi possui duas rodoviárias.

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