A cerca de 270 km de Mendoza fica uma paisagem deslumbrante: o Cânion del Atuel. Para chegar lá, você tem que pegar a estrada em direção a sul, rumo à cidade de San Rafael.

Saímos do hotel às 12h30 e o trajeto levou pouco mais de 3 horas (eu corro…) em uma estrada de grandes retas, com bom asfalto e caminhões pesados. Passa-se por muitos parreirais e alguns vilarejos arborizados, Nessa época – início de outono – as árvores ficam lindas com sua mescla de folhas amarelas, verdes e alaranjadas.

Estrada para San Rafael
Estrada para San Rafael
Estrada para San Rafael
Estrada para San Rafael

 

A entrada de San Rafael é muito bonita e tem algumas bodegas, como a do espumante Mumm (vale outra viagem, né?). Paramos num posto para abastecer o carro, já que ainda tínhamos muito chão pela frente… Pela Ruta Provincial 173, são 41 km do centro da cidade até o Dique Valle Grande, primeira barragem do Rio Atuel. Parte da estrada estava em obras e tivemos que fazer um pequeno desvio no meio de algumas vinícolas.

No caminho até a barragem há muitas pousadas, chalés e campings típicos de um balneário de rio. O local é ótimo para esportes de aventura, como trekking e rafting – esse último só quando os rios estão cheios. Durante o verão deve ficar lotado, mas na época em que visitamos, quase tudo estava fechado. Isso, no entanto, em nada estragou o nosso passeio. O entorno do rio é lindo em qualquer época do ano! A estrada é sinuosa, porém agradável, e você pode parar em vários pontos para admirar as formações rochosas. Dependendo do nível de água, torna-se até possível caminhar no leito do rio, que foi o nosso caso.

A paisagem do caminho para a barragem
Paisagem do caminho para a barragem
A paisagem do caminho para a barragem
Belas formações rochosas
A paisagem do caminho para a barragem
Paisagem do caminho para a barragem
A paisagem do caminho para a barragem
Paisagem do caminho para a barragem

 

Chegamos por volta das 16 horas à barragem principal, onde a estrada bifurca, tornando-se mão única: sobe pela direita até o topo do dique e desce pelo outro lado. Lá em cima, você tem uma visão espetacular do imenso lago formado no rio represado. Vale ir com calma e tempo só para ficar lá paradão admirando o Embalse Valle Grande… Muito lindo mesmo!

Uma paz… Só interrompida bem em cima do dique. Cenas inusitadas para uma tarde de segunda-feira: várias pessoas pescando, famílias fazendo picnic e crianças correndo, todos se divertindo ali. Mais engraçado foi o pescador que pediu foto de seu peixe recém-saído das águas. Como são simpáticos os argentinos por essas bandas do país!

Atravessando o trecho que passa sobre a barragem, você tem duas opções: virar a esquerda e descer pela mesma estrada tranquilinha até San Rafael ou – como a gente – escolher o caminho à direita, “com mais emoção”! De novo? É, depois do perrengue no “rally” que fizemos entre o final de Los Tuneles e Mendoza, a gente já estava mesmo com saudade de passar sufoco dirigindo em estrada de terra, só que agora já no entardecer do dia… Mas por quê? Nosso espírito de aventura? Não…

Bom, esse percurso de quarenta e poucos quilômetros margeia uma boa extensão do Rio Atuel, ligando o Embalse Valle Grande ao Dique El Nihuil. Você passa realmente dentro do cânion, pode ver de perto as três centrais hidrelétricas e outras atrações do local, como o Submarino (picos rochosos no meio do lago) e o Museu de Cera (formações que parecem vela derretida). Lamentável mesmo foi ter começado o passeio muito tarde… O caminho dentro do cânion é muito bonito, mas não conseguimos ver quase nada depois do escurecer. Vale a dica: acorde cedo, vá logo pela manhã e aproveite o visual sem pressa!

E apesar de dirigir na estrada de chão no escuro, para nossa sorte, não estávamos sozinhos… Fomos seguindo um grupo de 4 jovens argentinos (1 garoto e 3 meninas) num Peugeot 206 – sim, esses carrinhos estão me surpreendendo! Eles já conheciam o local. Além disso, o caminho de terra batida era relativamente bom, sem areia (ufa!) e tinha ainda as centrais hidrelétricas (onde pedir ajuda em caso de pane). Encontramos certa dificuldade em poucos trechos, onde o carro atravessa poças de água formadas nos pontos que escoam a chuva para o rio. Seria melhor um 4×4, porém nosso destemido Clio 1.2 venceu mais essa prova!

A represa vista de baixo
A represa vista de baixo
A represa vista de baixo
A represa vista de baixo
A vista de cima da represa
A vista de cima da represa
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Embalse Valle Grande
Submarino
Submarino
Bela vista do Embalse e o Submarino
Bela vista do Embalse e o Submarino
O peixe recém pescado!
O peixe recém pescado!
Museu de cera
Museu de cera
Formações rochosas no Cânion del Atuel
Formações rochosas no Cânion del Atuel
Formações rochosas no Cânion del Atuel
Formações rochosas no Cânion del Atuel
Rio Atuel
Rio Atuel
El Mendigo, formação rochosa no Cânion del Atuel
El Mendigo, formação rochosa no Cânion del Atuel

 

Quase às 20 horas, terminamos o percurso em Embalse del Nihuil. Daí até San Rafael, são mais 72 km numa estrada de asfalto. Na volta, famintos e muito cansados, resolvemos parar em San Rafael antes de voltar a Mendoza. Passava um pouco das 21 horas e todo o comércio havia fechado. Paramos o carro para procurar um café e encontramos o Restaurante 5ª Avenida aberto. Comida modesta, porém boa, excelente atendimento da garçonete e um ceviche muito gostoso de entrada! E, com a troca de motorista, quem dirigiu na estrada de chão merece uma boa cerveja, não? Veio então uma Andes de 900 ml bem gelada… Pilsen muito leve e refrescante. Enquanto isso, observamos outros turistas também perambulando pelas ruas que entraram meio perdidos nesse restaurante. Acho que era uma das únicas opções na cidade àquela hora da noite. Voltamos para Mendoza ainda muito cansados, mas agora com o estômago cheio…

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