Este é o relato do meu xará, Daniel de Andrade Lima, que fez uma viagem alucinante pela Cordilheira Branca (Cordillera Blanca) no Peru. O cara subiu lá no alto, acampou, escalou… Segue o relato dele:

Relato de uma viagem à Cordilheira Branca

Período da viagem: 10/08/15 a 21/08/15

A chegada a Huaraz foi à noite, optei por viajar durante o dia para conhecer a estrada, ver as paisagens desde o Oceano Pacífico saindo de Lima até a Cordilheira Branca. Apesar de a região ser bem desértica existem cidades que sobrevivem mesmo nesse clima árido. A cidade de Huaraz é pequena e bem tranquila, cheguei facilmente ao hostel que tinha reservado. Quando despertei no dia seguinte, vi o conjunto de picos nevados ao redor da cidade e me emocionei com sua beleza. Ali, percebi que estava no canto certo para realizar todos os meus sonhos referentes à escalada!

Tirei a manhã para ir às agências e definir a programação dos passeios que pretendia fazer. Ficou da seguinte maneira: a tarde ia fazer uma escalada em rocha, no povoado de Los Olivos. Esse dia seria importante para iniciar a aclimatação, pois havia saído do nível do mar para uma altitude de 3090 m. No dia seguinte agendei o trekking Santa Cruz, quatro dias de caminhada e previsto alcançar a altitude de 4750 m. Depois, passar três dias escalando nas rochas vulcânicas de Hatun Machay (4200 m). Daí então, conhecer a Lagoa Churup (4450 m), e no dia seguinte partir para o mais esperado por mim: a montanha Yanapaccha (5460 m).

Veja aqui onde se hospedar em Huaraz.

Escalada em Los Olivos

Los Olivos é o setor de escalada mais perto de Huaraz. A qualidade da rocha é boa, o ambiente é agradável e tem um pouco de tudo para escalar. Para chegar lá fui caminhando pelo leito do Rio Santo, levei uns 30 minutos e fiquei assustado com a tremenda quantidade de lixo espalhado, uma pena. Assim que cheguei fui para o setor dos boulderes, onde fiz algumas travessias e topos. Duas horas depois, escalando sozinho, vi três escaladores peruanos numa parede com vias esportivas. Fui lá conhecê-los e tentar escalar junto. Com eles, escalei quatro vias esportivas.

Cordilheira Branca
Boulders nos Olivos

Trekking Santa Cruz

No dia seguinte peguei o carro para Vaqueria (3600 m), povoado onde geralmente inicia o trekking Santa Cruz.

Esta é uma das trilhas mais populares na Cordilheira Branca nos Andes peruanos. O primeiro dia de caminhada é bastante tranquilo. Inicialmente atravessamos todo o povoado e depois de 4 horas chegamos ao primeiro acampamento. É importante estar prevenido para chuva, frio e calor nesse trecho.

O segundo dia é o mais forte. Às sete horas da manhã já inicia a caminhada rumo a Punta Unión (4750 m). Durante boa parte da subida é possível observar várias montanhas nevadas, lagoas e uma vegetação andina lindíssima. Algumas árvores grandes me chamaram atenção, pois o caule mostrava sofrer bastante com a mudança de temperatura. Vez por outra é possível encontrar também umas plantas diferentes e lindas no meio de vários arbustos espinhosos. Esse contraste é muito bonito!

Já chegando à Punta Unión, me sentei para descansar um pouco, pois estava sentindo tonturas e dificuldade de respirar devido à altitude, e nesse momento olhei para trás para apreciar a beleza da paisagem. Notei que uma das lagoas tinha o formato de coração. Simplesmente linda! Respirei fundo e prossegui para chegar ao ponto mais alto da trilha. A natureza nesse local é bastante acolhedora, depois de estar bem cansado e vencer o maior obstáculo da trilha, ela te mostra mais uma paisagem de te encher os pulmões de ar e emocionar, uma lagoa azul na encosta da montanha Taulliraju (5830 m). Eu passei uns 30 minutos só apreciando sua beleza e mais a esquerda todo o vale da quebrada Santa Cruz que iríamos percorrer. O acampamento nesse dia ficou bem próximo de um rio. A sensação de paz e tranquilidade era enorme!

Cordilheira Branca
Vista do trekking Santa Cruz

No terceiro dia saímos bem cedo para ver a lagoa Arhuaycocha (4420 m), que se junta com o glaciar da montanha Rinrijirca e fica colada na base do Alpamayo (5947 m). A vista foi a mais espetacular do trekking! Depois seguimos para o local do terceiro acampamento, mas antes caminhamos por 2 ou 3 km, por um trecho muito parecido com areia de praia no meio do vale, contornamos a lagoa Jatuncocha (essa com uma cachoeira lindíssima) e por último, andamos no meio de rochas no leito do rio.

No quarto dia acordamos mais tarde, pois já estávamos bem próximos de Cashapampa, para pegar o carro que nos levou para Huaraz e assim finalizar o trekking Santa Cruz.

Cordilheira Branca
Lagoa Arhuaycocha, que se junta com o glaciar da montanha Rinrijirca e fica colada na base do Alpamayo

Escalada em Hatun Machay

Em Huaraz, aproveitei o restante do dia para comprar comida, arrumar a mochila para, no dia segunte, ir a Hatun Machay e descansar um pouco.

Na manhã seguinte, acordei às 5 da manhã, para pegar um ônibus que fosse em direção a Lima, passando por Catac e descer no km 131. Nesse ponto, caminhei por 2 h, 6 km subindo até o refugio. Foi uma caminhada forte, pois estava carregando na mochila comida para passar três dias, equipamentos de escalada, roupas e água. Nessas altitudes tem que estar sempre bem hidratado!

Hatun Machay é um paraíso para a escalada em rocha, com mais de 250 vias (que vão desde o nível 4 até 8A). Há também centenas de rotas bouldering dentro de uma caminhada de 15 minutos do refúgio (que vão desde leve dificuldade até quase impossível).

Cordilheira Branca
Surpreendente floresta de pedra com interessantes formações rochosas em Hatun Machay

Por coincidência, encontrei os escaladores peruanos que havia conhecido nos Olivos, então aproveitei a oportunidade e fui escalar junto com eles. Passamos o dia escalando. Nesse dia o frio estava intenso e algumas vezes tive que escalar com casaco, o que é muito estranho para mim. Geralmente quando chegava ao fim da via os meus dedos ficavam dormentes devido à rocha parecer gelo de tão fria que estava, porém cheio de felicidade por estar escalando num local considerado o número 1 do Peru e que realmente é muito impressionante! Parece uma surpreendente floresta de pedra com interessantes formações rochosas de origem vulcânica e granito. A área tem mais de 200 hectares no total e oferece em seus vários setores, cavernas, ruínas, esculturas em pedra e pinturas que datam de 10.000 anos.

Enquanto o sol desaparecia, começávamos a retornar para o refugio. Os peruanos voltaram para Lima naquela noite e naquele mesmo momento conheci outros escaladores da Argentina e Equador que me chamaram para escalar juntos no dia seguinte.

Na manhã, fiz um café bem forte, preparei um chá de coca concentrado para tomar durante o dia, um lanche e já estava pronto para escalar. Saímos ás 9h. O frio mais uma vez estava intenso. Fomos direto para o setor da Via Lactea que é um setor bastante democrático, pois tem vias fáceis, medianas e difíceis.

Na parede de vias medianas (graduação de 5 a 6 sup) foi onde passei o dia escalando. Deu para me divertir muito! Sempre que chegava ao topo, os dedos estavam dormentes e não sentia nada! Esse era o único inconveniente, mas com a sensação de bem estar que o local proporcionava, passava a não me importar com o “gelo” da rocha hehehe. No final ainda dei uma entradinha no boulder fascinante da pedra do Rino, mas não fui até o final, fiquei só até a metade mesmo.

E assim foi mais um dia de escalada. Voltamos para o refugio para repor as energias e descansar para mais outro dia de escalada.

No dia seguinte, escalei pela manhã e a tarde segui para Huaraz. Chegando lá, fui direto para a agência afinar os detalhes para a escalada do Yanapaccha, que estava acertada para a quinta-feira, dia 20/08/15.

Cordilheira Branca
Setor Via Lactea

Lagoa Churup

Ainda teria um dia em Huaraz antes de ir para o Yanapaccha e para não ficar parado na cidade, fui conhecer a Lagoa Churup.

É tranquilo de ir sozinho, então peguei um coletivo para Pitec. No último ponto de parada do povoado já inicia a trilha, que está sendo mais bem estruturada para o turista com o apoio dos moradores da região. Para chegar à lagoa são 3 km. Em alguns pontos da trilha há uma vista completa da cidade de Huaraz.

No último trecho tem uma escaladinha em rocha, bem fácil. A lagoa fica bem na base da montanha Churup (5495 m). Como havia chegado cedo, passei mais ou menos 1 hora sozinho na lagoa, com isso, relaxei bastante.

Curtir o silêncio e estar sozinho naquele paraíso dava uma sensação de paz enorme!

Escalada ao Yanapaccha

Desde o inicio, meu maior sonho era escalar uma montanha que tivesse um cume nevado, não importava qual fosse. A vontade que tinha dentro de mim era de chegar ao cume, enfrentando o frio, altitude, altura e qualquer outro obstáculo que aparecesse.

Surgiu a oportunidade de ir para o Peru. Inicialmente fui para Cusco incluindo Machu Picchu e o Vale Sagrado, na companhia da minha amada esposa. Em seguida fomos para Lima. Ficamos mais três dias juntos e então ela retornou para o Brasil e eu fui em busca de realizar meu maior sonho, no Parque Nacional Huascarán.

Após o trekking da lagoa Churup, fui na agência fechar o pacote para o Yanapaccha. O pacote incluía guia, alimentação durante o tour, equipamentos completos de escalada e acampamento, e transporte privado até o ponto de partida.

Durante a separação dos equipamentos de escalada para neve foi que percebi que meu sonho estava prestes a ser realizado! Testei roupas de frio especiais, botas duplas, aprendi como colocar os crampons e como usar os piolets. Após tudo isso fui para o hostel descansar, mas não consegui dormir bem, pois estava ansioso…

No dia seguinte tomei um bom café da manhã e fui para a agência finalizar a arrumação da mochila, pois faltava dividir os alimentos entre o grupo para então colocar o pé na estrada e seguir em direção ao ponto onde iniciaríamos a caminhada até o campo Morrena (4700 m).

Quando chegamos ao km 42 da estrada que vai para Yanama conferimos mais uma vez todos os equipamentos, comemos um sanduíche, nos hidratamos e começamos a caminhada. A trilha não é tão difícil, entretanto, com o peso da mochila, de aproximadamente 25 kg, e a altitude, é necessário caminhar com bastante atenção.

Nos primeiros 15 minutos não teve muita subida, mas deu para sentir que não ia ser fácil. Como estava determinado a encarar todos os desafios para chegar ao tão esperado cume e sempre com uma paisagem no mínimo reconfortante, para não dizer exuberante do vale, com as lagoas Llanganuco sintonizadas harmonicamente com os picos Huascarán (6768 m) e Huanandoy (6356 m) sabia que uma hora ia chegar ao campo Morrena.

Cordilheira Branca
Quebrada Llanganuco. À esquerda, a montanha Huascarán e a direita, Huandoy

Com 20 minutos caminhando fizemos a primeira pausa. Neste momento foi possível apreciar a cadeia de montanhas do lado oposto ao que estávamos. Os picos nevados eram o Pisco (5752 m), o Chacraraju (6112 m) e o Pirámide (5885 m). Paramos por 5 minutos, recuperamos o fôlego e voltamos à caminhada que iniciou com uma leve descida seguida por uma sequência de subidas e mais subidas.

Os guias, sempre muito atenciosos, perguntavam se estávamos bem. O Micher, guia líder e cozinheiro, ficava sempre na frente no decorrer da caminhada, seguido por Danny, um australiano de 27 anos que logo no início mostrou que estava bem fisicamente. O seguinte era YO (31 anos), que tinha um ritmo mais lento, pois não estava me sentindo bem com o excesso de peso nas minhas costas. Depois de mim, Carles, um espanhol (catalão) de 35 anos, que seu maior problema estava sendo os efeitos da altitude, pois fazia somente dois dias que estava em Huaraz, recém-chegado do litoral. No final, o guia Guido.

O Yanapaccha, desde a sua base, apresentava uma grande quantidade de gelo. Ao seu lado, de forma bastante majestosa, o Chopicalque (6354 m) e vários blocos de grandes pedaços de rocha para todos os outros lados.

Depois de mais 30 minutos de subida e algumas pequenas descidas chegamos ao local onde acampamos. Armamos a barraca em um pequeno alto de mais ou menos 3 m de altura e 20 m de distância do local que iríamos fazer as refeições. Algumas vezes que fiz esse trajeto no fim de tarde notei que fiquei bastante ofegante, isso me deixou um pouco receoso se conseguiria subir até o cume. Por outro lado, estava bastante confiante, curtindo cada momento e que mesmo se não chegasse ao cume iria ficar em paz comigo mesmo.

Cordilheira Branca
Entardecer no Campo Morrena. Atrás o Yanapaccha

Às 17h, jantamos uma sopa de legumes, abastecemos todas as garrafas de água, colocamos o lunch box dentro da mochila de ataque ao cume, bem como todos os equipamentos para a empreitada. Às 18h, cada um já se encontrava em seu saco de dormir, pois a programação seria acordar à 01h30min, tomar um rápido café da manhã para às 2h ou no máximo 02h30min sair para a investida ao cume.

Estava bastante ansioso, e no período de descanso tive que me levantar 3 vezes para urinar e à meia noite já tinha acordado, daí então fiquei somente curtindo o calor do saco de dormir pois sabia que fora da barraca iria congelar de frio.

À 01h30min eu já estava de pé com a roupa que achava que seria suficiente para me proteger do frio. Estava usando uma segunda pele, calça e blusa de manga comprida mais dois casacos de frio e uma calça com dupla proteção. Às 02h30min, iniciamos a caminhada passando por grandes blocos de rochas até chegar ao glaciar. Levamos mais ou menos 20 minutos nesse trecho e até fez um calorzinho devido ao esforço físico e às roupas de frio.

No glaciar, colocamos os crampons, luvas de frio, capacete, ajustamos a headlamp, piolets e nos encordamos. Eu fiquei encordado com o Guido e Micher com Carles e Danny. Os primeiros 30 metros foram importantes para se adaptar ao piso (gelo). Dali para frente o gelo ia apresentando diferentes formas, texturas e inclinações. Sempre me adaptando e tentando respirar bem, fui seguindo num ritmo constante. Foram 2h de subida sem paradas, praticamente sem falar uma palavra, apenas sinalizando que estava tudo bem. Passamos por cravasses, fendas e gretas de vários tamanhos.

Duas gretas me deixaram bastante assustado, e acredito que qualquer um que estivesse ali pela primeira vez também ficaria assustado. A primeira foi uma que tínhamos que dar um passo mais largo para atravessar um abismo gigantesco. A segunda e mais assustadora foi quando iniciamos a escalada com 60° a 70° de inclinação. Nos primeiros 5 metros tínhamos que atravessar uma ponte de gelo de 2 metros de comprimento por aproximadamente 40 cm de largura. Como já tinha dado segurança para o Guido ir na frente, passei alguns minutos parado e tive a sensação térmica de ter ficado mais frio. Estava me tremendo todo… Cheguei a pensar o que eu estava fazendo ali!

Quando percebi que Guido havia montado a minha segurança iniciei a escalada: essa percepção foi somente pela tensão da corda, pois não era possível ouvir nada que ele falasse devido ao vento forte, nem vê-lo, pois ainda estava escuro, apesar de a direita da montanha visualizar os primeiros raios solares do dia. Quando fui passar por essa assustadora ponte de gelo à corda não estava tão esticada logo acabou ficando presa. Nesse momento fiquei em uma situação complicada, pois não podia avançar com a corda presa. O Guido não me via nem me escutava. Eu olhava para um lado e tinha um abismo gigantesco, do outro lado, finas camadas de gelo com buracos que se comunicavam ao mesmo abismo. A única opção para sair dali seria desescalar. Passei mais ou menos 2 minutos pensando como iria fazer isso quando percebi que Guido liberou corda. Não sei o que o fez tomar essa atitude. Com isso, peguei a corda, balancei para liberá-la e a tensionei duas vezes. Ele entendeu que era para recolher a corda e voltei a escalar. Finalmente havia passado pela assustadora ponte de gelo!

Em seguida, com bastante dificuldade, pois o frio estava imenso e mesmo com as mãos dormentes, consegui chegar até a parada, então montei a segurança para Guido continuar a escalada. Nesse momento eu imaginava que estivesse faltando mais duas cordadas, estava exausto, tremendo de frio e ai cheguei a pensar que realmente não conseguiria chegar ao cume, mas quando comecei a escalar me concentrei ao máximo sempre somente em mais um metro acima de mim. A paciência é talvez a maior virtude do montanhista. Depois que escalava esse metro fazia o mesmo para o metro seguinte. E assim fui e fui e para meu espanto, quando cheguei na parada, percebi que era o cume!

Foram 80 metros de escalada em uma parede de aproximadamente 65 graus de inclinação. Fiquei com uma sensação louca de alívio e sonho realizado! Felicidade extrema! Entretanto, sabia que só tinha chegado na metade do caminho. Faltava voltar até o acampamento, mas parei de pensar um pouco nisso e curti a sensação de estar no cume de uma montanha. Olhei para todos os lados, havia algumas nuvens, mas ainda bem que na maior parte do tempo em que estivemos no cume o clima tinha dado uma melhorada, e ai foi possível visualizar todos os outros picos ao redor. Tirei bastante fotos, brindamos com uma cerveja artesanal Sierra Andina que havia levado! Saudamos a Pachamama (rsrsrs), deusa que habita as montanhas andinas, que permitiu que escalássemos a sua morada e agradeci por tudo que estava acontecendo, principalmente pela alegria que estava sentindo naquele momento!

Cordilheira Branca
Felicidade extrema no cume Yanapaccha!

Passamos mais ou menos 30 minutos no cume e então iniciamos a descida. Na descida o tempo mudou, ficando bastante fechado, com ventos fortes e baixa visualização. Passei pela ponte de gelo, na greta mais assustadora, com bastante cuidado. Por um instante até parei e olhei bem para que fixasse em minha memória aquele local que foi o que havia me causado mais espanto. A descida requer não menos atenção que a subida, pois o corpo está mais cansado e um passo em falso pode ocasionar uma queda feia, rolando abaixo no mínimo uns 10 metros.

Ao chegar bem próximo ao bloco de rocha, duas horas depois de sair do cume, tivemos que fazer mais um rapel (já havíamos feito outros dois) e finalmente caminhar pelos blocos de rocha até ao acampamento.

Os guias prepararam o que seria o almoço, desmontamos as barracas e caminhamos até o ponto da estrada onde o carro já estava nos esperando para regressar a Huaraz e assim finalizou meu período na Cordilheira Branca. Para fechar com chave de ouro, fomos confraternizar em um bar!

Depois, parti de ônibus para Trujillo, mas com destino a Lobitos, em busca de ondas perfeitas, clima ameno e relaxar no nível do mar…

Depois dessa viagem a Cordilheira Branca estou mais convicto que o montanhismo é um esporte fascinante, porém exigente do ponto de vista de preparação física, disponibilidade de tempo e, frequentemente, demanda financeira. Mas, tudo isso é mais do que compensado pela sensação de estar no topo de uma montanha vendo o mundo de uma perspectiva completamente diferente!

Texto e fotos: Daniel de Andrade Lima

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