Munique é uma cidade com muitos atrativos, sendo que, em minha opinião, é uma das mais interessantes por mim já visitadas na Europa. O legal de estar em Munique são as diversas possibilidades de bate e volta, visto que, por ser a principal cidade da Baviera, trens partem de lá para toda a região, as principais cidades da Europa e todos os pontos da Alemanha. Em um dos meus textos aqui no blog, falei sobre Berchtesgaden, uma boa opção de bate e volta.

Nesta passada em Munique tive a oportunidade de fazer dois passeios pela região, um, de um dia todo, ao Castelo de Neuschwanstein, que será assunto para outro dia, e o outro, para o campo de concentração de Dachau, tema desta contribuição para o blog.

A história do campo

O campo de concentração de Dachau foi um dos primeiros campos implantados pelo regime Nazista. Inicialmente este campo, localizado a cerca de meia hora de trem de Munique, abrigava opositores políticos do regime e com o passar do tempo passou a receber também muitos integrantes do clero católico, homossexuais e também judeus.

Historiadores estimam que cerca de 200 mil pessoas foram encarceradas lá e mais de 40 mil mortas neste campo, que servia também como centro de treinamento dos guardas da SS, a elite militar da Alemanha Nazista. Outro fato extremamente assombroso sobre o campo é que, quando libertado, em abril de 1945, os americanos encontraram lá, ao menos 30 vagões lotados de corpos em decomposição.

Como ir

Para chegar ao campo de concentração de Dachau, deve-se ir até a estação de trem de Munique, a “Munchen HBF”. Lá, em qualquer máquina de auto-atendimento da Bahn, ou em algum dos guichês, compra-se a passagem de trem para Dachau/Petershausen.

Na estação de Dachau existe uma loja do Mc Donald’s, ou seja, se quiser fazer um lanche vale a pena, pois na lanchonete do complexo de atendimento ao turista no campo, as coisas tendem a ser mais caras.

Para ir ao campo, deve-se pegar o ônibus número 726, que para em frente à estação. É tranquilo de achar, basta seguir o fluxo de turistas. Importante ressaltar que com o ticket do trem, você pega este ônibus também.

Uma dica: Muita gente olha o estacionamento de ônibus e carros que há ao lado do ponto de ônibus e acha que o campo fica ali, mas não fica. Ali é apenas o estacionamento. O complexo do campo é em frente, do outro lado da rua.

Dentro do complexo do campo

Chegando ao complexo, existe à esquerda o centro de informação ao turista, com banheiros, lanchonete, livraria e também o local onde se pode alugar o áudio guia. Custa 3 euros e está em diversas línguas, vale a pena.

Saindo do centro de atendimento ao turista anda-se mais alguns metros e enfim chega-se ao campo, com a entrada já característica dos campos construídos pelos nazistas.

Entrando no campo, existem três complexos. A parte que era usada como setor administrativo, e hoje abriga um museu, a parte onde ficavam os barracões para abrigar os prisioneiros e em um local retirado, a porção do crematório, onde também funcionava a câmara de gás.

É possível rodar por todo o campo, visitar o museu, com uma exposição de documentos relativos ao campo e aos prisioneiros e com grande quantidade de fotos e vídeos. Porém, sem dúvida alguma, a parte mais chocante da visita é a área onde funcionava a câmara de gás e o crematório. Triste, muito triste e, acredite se quiser, com uma energia absurdamente negativa.

Segundo informações, o crematório presente em Dachau, pouco foi usado, ou sequer foi usado, pois na época a Alemanha começou a sofrer com a falta de carvão, sendo assim, os nazistas optavam pelo fuzilamento em valas coletivas.

Enfim, já pensava que a visita seria pesada, mas foi muito mais que isso, uma lição de história, da crueldade do ser humano e de que nunca, jamais, devemos esquecer o passado para que erros e atrocidades como estas não sejam repetidas no futuro.

Abraços galera e em breve tem mais!

Entrada do Campo de Dachau
Entrada do Campo de Dachau
Local onde ficavam os "alojamentos"
Local onde ficavam os “alojamentos”
Forno de cremação dos corpos
Forno de cremação dos corpos

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