Chicago tem um forte apelo musical, principalmente para o blues e afins. A gravadora Chess Records ajudou a escrever a história do estilo na cidade, nas décadas de 50, 60 e parte de 70, gravando importantes nomes, que normalmente vinham do sul, em busca de uma vida melhor (isso pode ser visto no filme Cadillac Records).

Hoje em dia o blues é uma das grandes atrações de Chicago e a cidade possui vários clubes. São bares com música ao vivo, rolando sempre um blues de primeira, abertos 7 dias por semana. Imaginou a moleza? Tem som rolando todo dia!

Buddy Guy’s Legends

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Buddy Guy’s Legends

Só por ter o nome do Buddy Guy já ganha um baita respeito, né?! Ele fica próximo ao Grant Park, na esquina na E Balbo Ave com a S Wabash Ave, numa construção de dois andares com a parte de cima de tijolinhos e a de baixo em armação de ferro e vitrines de vidro que mostram os cartazes dos shows que vão rolar.

Lá dentro, como não podia deixar de ser, a decoração é bem temática, com quadros, pinturas e fotos de importantes músicos de blues e na parede do bar, uma coleção de guitarras dos principais bluesmen do mundo!

Seu chão quadriculado faz um contraste interessante com as paredes azuis lisas e em arcos, e o fundo de tijolinhos alaranjados cria um ambiente perfeito para destacar as fotos de Bo Didley, Albert Collins, Robert Johnson, B B King e John Lee Hooker, esses dois últimos com guitarras autografadas!

O palco fica numa das paredes laterais e é bem grande. As mesas ficam em volta  e ainda tem gente que senta bem pertinho para ver o show de um ângulo privilegiado.

O bar é muito frequentado por turistas que querem ter a experiência de ouvir uma boa música e tomar uns tragos na noite de Chicago. De certa forma me pareceu um pouco direcionado a eles, e tem até lojinha com produtos do bar para você levar pra casa como recordação. É claro que não tem nada baratinho, né…

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Buddy Guy’s Legends
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Buddy Guy’s Legends
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Buddy Guy’s Legends

Rosa’s Lounge

O Rosa’s foi uma experiência bem autêntica, pois fica um pouco distante do centro, a uns 12 km, na 3420 W Armitage Ave, então seu apelo turístico é menor, sendo frequentado basicamente por locais. Talvez só Merenda, Soya e eu não éramos da cidade no dia em que fomos lá.

Fica numa construção simples de tijolinho com um letreiro modesto pendurado, indicando blues ao vivo 7 dias por semana. O bairro tem casas e prédios baixos, numa atmosfera bem diferente do centrão de Chicago. O metrô passa relativamente perto, mas tem que ser complementado com uma caminhada de quase 2 km. Na ocasião preferimos ir e voltar de táxi, em nome da Santa Preguiça!

Por dentro o bar é pequeno e simples, com um balcão do lado esquerdo, algumas mesas no meio e o palco ao fundo com sua parede decorada com imagens e o símbolo do Rosa’s grandão, em destaque. A parede próxima a entrada mostra as atrações da semana e na parede oposta ao bar ficam fotos e figuras decorativas, mas confesso que não consegui ver bem os detalhes, pois o bar é escuro, com iluminação fraca, dando destaque para o palco e criando um clima para a apreciação de um bom blues.

Ao chegarmos na porta ouvimos o som abafado saindo lá de dentro, mostrando que o som tava comendo solto! Quando entramos comprovamos que a banda da noite não poupava dedos e fazia um blues da melhor qualidade. Ótima experiência!

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Rosa’s Lounge
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Rosa’s Lounge

Kingston Mines

O terceiro clube de blues que conhecemos em Chicago também segue a linha “música ao vivo 7 dias por semana”, mas o Kingston Mines tem algo a mais: 2 palcos! Os artistas se revezam e a música nunca para.

Fica na 2548 N Halsted Street, a 7 km do centro e a 10 minutos de caminhada desde a estação Fullerton do metrô. O bairro chama-se Lincoln Park e também possui prédios mais baixos que os do centro, mas aparenta ser mais agitado, com lojas e residências dividindo espaço nos quarteirões.

O Kingston Mines tem uma fachada simples de tijolo, juntando três construções semelhantes e sua grande característica são seus toldos laranjas com o nome do bar e os avisos de “blues ao vivo 7 dias por semana até as 4 da manhã” e “2 palcos, 2 bandas e música contínua”. Além disso os nomes dos artistas da noite aparecem em grandes letreiros brancos ocupando toda a parede entre as portas e janelas.

Lá dentro o hallzinho de entrada sai ao lado do palco e dá para o ambiente maior com um grande bar em forma de “L”. O resto do salão é ocupado por mesas compridas e estreitas. O palco tem duas escadinhas e corrimãos com grades pretas, alguns objetos decorativos e a clássica plaquinha branca com letras pretas pendurada no teto com o nome do músico ou banda que está se apresentando.

No fim do balcão do bar, próximo ao hall de entrada fica o acesso ao segundo ambiente, um pouco menor, mas com o mesmo estilo do primeiro. O palco só tem uma escada de acesso, mas é bem parecido com o outro, inclusive com a plaquinha com o nome da banda.

O público que frequenta é uma mistura de locais e turistas. Um meio termo entre os outros dois bares. Alguns músicos que se apresentam lá são fixos no clube, fazendo shows toda semana. Desse grupo destaco Joanna Connor, que espanca na guitarra e faz um show animal com sua banda!

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Kingston Mines
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Kingston Mines
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Kingston Mines

B.L.U.E.S.

O B.L.U.E.S.  fica na mesma rua do Kingston Mines, quase em frente a ele, na verdade (2159 N Halsted Street).

Sua fachada é simples. Um pequeno prédio de tijolos pintados de azul com duas portas e duas janelas, e a placa com o nome do bar em letras azuis e pontos vermelhos. O prédio tem mais dois andares além do térreo, também de tijolos (de cor natural), janelas na parte esquerda e sacadas trapezodais fechadas na direita. Bem no canto esquerdo da construção está o grande letreiro luminoso com o nome B.LU.E.S. na vertical.

Dentro, o bar é pequeno com um balcão do lado direito, mesas fixas do lado esquerdo e um corredor no meio. Ao fundo fica um palquinho onde os músicos se amontoam para caberem todos.

O clima é muito intimista, até pelo tamanho do clube e no dia que fomos estava rolando uma jam comandada por Big Ray e Chicago’s Most Wanted. Só percebi quando já era tarde e não daria tempo de fazer um som com os caras. Uma pena…

Lá fora havia um segurança gente fina que ficava trocando ideia conosco no ‘cigarette break’. De lá partimos para o Kingston Mines, pois o B.L.U.E.S. acaba mais cedo. Passados alguns minutos veio a grata surpresa ao ver o segurança que ficou nosso brother subir no palco do Kingston, sacar uma gaita do bolso e dar uma baita canja, num blues de primeira!

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B.L.U.E.S.
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B.L.U.E.S.

Outros bares e clubes de blues de Chicago

Blue Chicago

House of Blues

Linda’s Lounge

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